Homenagem a Milton Gomes por Regina Rousseau

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Falar sobre pais é falar de amor.
Sentir a ausência é algo inexplicável...

Pai, sinto falta de:
- Ir dirigir no Mondezir com você;
- De ouvi-lo sempre falando que eu dirigia melhor que muitos homens.
- Nunca mais dirigi e você sabe o porquê.
- De você esperando-me no ponto de ônibus cada vez que eu vinha de Sampa sozinha;
- Das muitas vezes que cuidei de você e ouvi-lo dizer que eu fazia tudo direitinho;
- Da sua calça caindo quando ia tirar a cinta pra ir ao banho, e quando caia, tudo acabava em risada;
- Ir em todo lugar com você;
- Você na cozinha sempre xeretando e beliscando as coisas do almoço;
- De quando ficávamos sozinhos em casa e depois ouvia mamãe dizendo: que bagunça, meu Deus!
- Dos doces e dos lanches que levava em Sampa especialmente pra mim;
- Da sua voz que me aconselhava com ternura ao vivo e ao telefone;
- Do seu olhar sereno com doçura;
- De suas mãos lindas;
- De seu abraço que apertava;


Se eu ficar aqui descrevendo tudo que eu amava curtir ao seu lado, virá um livro, vou deixar isso para minhas memórias;
Só sei dizer que sinto tanto sua falta!
Queria que tivesse uma máquina do tempo, só para fazer tudo novamente.
Pai, com você ao meu lado, eu nada temia!
Especialmente hoje, estou com baita saudades, que a vovó chamava de banzo.
Pai, daria tudo para poder novamente:
- Sua mão segurar;
- Seus olhos contemplar;
- Sua voz ouvir;
E dizer outras e outras vezes, como sempre dizia: EU TE AMO!
E ser mais carinhosa que fui, ficar mais vezes deitada em seu colo, conversando nossos assuntos preferidos e escutar nosso disco dos Beathes que amávamos e que mamãe já não aguentava mais.
Pais, jamais deveriam morrer!



Regina Rousseau

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