E viva o Saci Pererê por Regina Rousseau

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 Saci Pererê

E viva o Saci Pererê!
A celebração do Dia Nacional do Saci-Pererê, é dia 31 de outubro,

 E viva o Saci Pererê!

O Saci Pererê, é nosso, brasileiro, tem raiz, protege um de nossos bens mais preciosos, nossas plantas e florestas. Devemos honrar o que é realmente nosso. Basta existir um bambuzal e, de repente, de dentro dos caniços, nascem os sacis. É como eles vêm ao mundo, dispostos a fazer estripulias. Conta a história que esses seres já existiam bem antes do tempo que os portugueses invadiram nossas terras. Ele nasceu índio, moleque das matas, guardião da floresta, a voejar pelos espaços infinitos do mundo Tupi-Guarani.

Quando milhares de negros, caçados na África e trazidos à força como escravos, chegaram no já colonizado Brasil, houve uma redescoberta.
Da memória dos índios, os negros escravos recuperaram o moleque libertário, conhecedor dos caminhos, brincalhão e irreverente.
Aquele mito originário era como um sopro de alegria na vida sofrida de quem se arrastava com o peso das correntes da escravidão.
Então, o moleque índio ficou preto, perdeu uma perna e ganhou um barrete vermelho, símbolo máximo da liberdade. Ele era tudo o que o escravo queria ser: livre! Desde então, essa figura adorável faz parte do imaginário das gentes nascidas no Brasil.


O Saci-Pererê é a própria rebeldia, a alegria, a liberdade.


Saci é brincalhão, negro, de uma perna só e portador de uma carapuça vermelha que lhe concede poderes mágicos, morador de florestas, adora se divertir com animais e pessoas, praticando várias travessuras, criando dificuldades domésticas, trocando o sal pelo açúcar, fazendo tranças nos animais, assustando os viajantes e outras brincadeiras conhecidas.
Queremos vida digna, um país soberano na política, na economia, na arte e na cultura. Cada região deste Brasil tem seus próprios mitos. Caipora, Boitatá, Curupira, Bruxa, Negrinho do Pastoreio.
São os amigos do Saci que estão presentes na atividade do Dia do Saci Pererê, saudando e buscando a liberdade.



Regina Rousseau

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