CHINESICES por Ruth Guimarães Botelho

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CHINESICES


Ruth Guimarães

Na China é geral o uso da cabeça raspada, para os homens, tendo no centro do crânio, atrás, o cabelo trançado em rabicho.

A roupa feminina é modesta, blusão solto, fechado no pescoço, descendo em linhas singelas até os joelhos, sobre calças justas. Ou então apenas o camisolão solto, do pescoço ao pé.

Marco Polo contava, em meio à incredulidade geral e às risadas que tal menção provocava, que as mulheres de Badakscinam usavam calças de linho.

Eram usados poucos ornamentos. O imperador trazia no seu vestuário figuras de dragão.


Naturalmente, num país antigo e enorme como a China, haverá uma infinidade de variações no vestuário. Entretanto, tomando-se para modelo a maneira mais geral de vestir, nota-se escassa diferença entre as roupas de homem e mulher. É sempre a bata larga e solta, mangas amplas, as calças folgadas e curtas. Vemos jaquetas sobre a bata, às vezes sem manga. Essas jaquetas são feitas de tal maneira que podem ser vestidas umas sobre as outras, conforme a temperatura exige. Assim, um chinês, digo à velha maneira tradicional e não o ocidentalizado, poderá comentar na esquina com um amigo: “hoje está fazendo um frio de seis jaquetas”.

Trabalhadores braçais, lavradores, os homens do riquixá, andam descalços, mas com a cabeça sempre coberta por chapéu de palha, gorro ou chapéu de papelão com a forma de um abajur.

As mulheres adornam os cabelos com flores, mariposas, agulhas de ouro e pérolas. Pintam o rosto de vermelho e alongam as sobrancelhas com tinta preta ou verde. Ostentam colares de pérolas e contas.

O calçado, para ambos os sexos, feito de algodão ou seda, tem solas grossas de feltro.

O leque é objeto comum, de uso diário, Os chineses que não precisam trabalhar deixam crescer as unhas até um comprimento inacreditável, cobrindo-as com um protetor metálico.

As unhas longas usadas pelos mandarins era sinal de distinção.

Ainda há pouco tempo não era raro encontrar a chinesa que andava pelas ruas aos saltinhos, num passo que fazia o encanto dos chins, mas que resultava da deformação do pé, contido num calçado de ferro (desde que a criança tinha poucos anos de vida), para que não crescesse.

O bárbaro costume já foi abolido.


 colaboração Olavo Botelho

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