Depois da festa por Ruth Guimarães Botelho

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Depois da festa


Ruth Guimarães

O jornalista Henry Mc Lemore regressou de uma viagem ao Japão, com um processo extraordinário de cura de ressaca:


“Quando lhe doer e latejar a cabeça, em conseqüência de bebida na noite anterior, dispa-se completamente, fique de pé, de pernas abertas sobre a terra nua, assuma uma posição bem ereta, os punhos às costas, presos pelos dedos, mano a mano, firmemente. Em seguida, mande uma pessoa despejar-lhe sobre a cabeça quatro ou cinco litros de água gelada. Isto completa o círculo celestial entre o céu e a terra, através do homem, expulsando-lhe do corpo o demônio da ressaca”.

Suponhamos que alguém habite em um apartamento no Rio ou em São Paulo, e esteja curtindo uma dor de cabeça, pós-bebedeira, que o deixa louco e então resolve sair para testar o remédio heróico. Poderá escolher um canteiro florido num dos parques da cidade, único lugar onde ainda poderá pôr o pé em terra nua.

O duro vai ser depois convencer o policial de serviço a respeito do círculo celestial.

Nos Estados Unidos, país essencialmente prático, os beberrões aconselham uísque com água gelada, como quem diz: mordida de cão se cura com o pelo do próprio cão.

Temos o testemunho de W.C. Fields, o antigo ator cinematográfico, já falecido, que preferia para tal cura cerveja branca ou preta, embora muitos dos seus conterrâneos prefiram gim com champanha em partes iguais.

Os húngaros, também chamados magiares, grandes cavaleiros e amantes de bebidas fortes, recomendam uma mistura de bebida, tabaco e esterco de andorinha, para beber, ou comer, de vez que fica um tanto pastoso.

Não sabemos a ligação da andorinha com a cachaça. Os assírios usavam um pó feito de bicos de andorinha, misturado com ervas aromáticas.

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