As Evidências e a maconha - por Paulo Moreira Miguel Psicólogo e Psicanalista

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As Evidências e a maconha

                Escutamos na rua que a maconha não vicia e não é prejudicial. Vamos ouvir pessoas que justificam seu uso, alegando que ela é mais segura do que o álcool. Isto significa dizer que é mais seguro esmurrar alguém no rosto com uma luva de boxe, em vez com o punho nu, sendo que ambas as formas de bater machucam e as duas estão erradas.
               
Alegações que a maconha não é tóxica estão prejudicando nossos jovens e suas chances de um futuro saudável e de sucesso.
        
A ciência vem mostrando claramente que o cérebro humano continua a desenvolver-se até o início dos 20 anos de idade, sendo assim que a introdução de qualquer substância tóxica no cérebro causa prejuízo ao seu desenvolvimento normal. Alguns desses prejuízos tornam-se permanentes e vão alterar a vida do indivíduo.
               
Pesquisas mostram a ligação do uso da  maconha com doenças mentais como a esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão e transtorno de ansiedade. Sendo que aqueles que usam grandes quantidades de maconha multiplicam por sete a probabilidades de apresentarem sintomas psicóticos em aproximadamente três anos mais tarde.
               
Estudos feitos por cientistas do Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, em Melborne, na Austrália, comprovaram a suspeita de longa data, de que o uso pesado de maconha por longo período causa danos a memória cerebral e à capacidade de aprendizagem. A maconha reduz o volume de massa branca, o sistema complexo de fiação cerebral, de mais de 80 por cento nos usuários. Essa redução esta ligada à perda de memória e de concentração; e que os usuários tem dificuldade para aprender coisas novas e de se lembrar de coisas.
               
As áreas cerebrais afetas pelo uso da m acanho são: (1) Córtex (área da cognição), apresentando falta de concentração, dificuldade de raciocínio e problemas de comunicação; (2) Hipotálamo (área da sensação da saciedade) onde há um aumento do apetite; (3)  Hipocampo (área da memória) havendo perdas de lembranças, sobretudo as recentes e de longa duração; (4) Núcleos da base e cerebelo (movimento do corpo), falha de coordenação motora e desequilíbrio; (5) Amígdala (controle das emoções) havendo um aumento ou diminuição de ansiedade.
                
Fora isto também apresenta riscos de doenças como: (1) Depressão, sendo duas vezes maior a probabilidade de incidência; (2) Esquizofrenia, com a probabilidade de 3,5 vezes maior; (3) Transtorno de ansiedade, 5 vezes maior o risco.
                
Prejuízos diários: (1) Memória, sendo que 60% dos usuários apresentam dificuldade com lembranças, sobretudo as mais recentes; (2) Concentração, sendo 40% dos usuários apresentam dificuldade de ler textos longos e mais complexos; (3) Funções executivas, 40% apresentam dificuldades de planejar e executar tarefas de forma organizada e rápida; (4) Vida social, 40% vivem isolados socialmente, limitando a convivência com pessoas ao ambiente de trabalho; (5) Inteligência, apresentam 8 pontos a menos de Q.I., entre as idades de 13 e 38 anos de idade em relação as pessoas não usuárias; (6) Vida profissional, sendo que 35% ocupam cargos aquém de sua capacidade devido ao baixo rendimento e à incapacidade de mudar sua situação.

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